Entrevista:

terça-feira, 29 de outubro de 2013

IV FEIRA DO LIVRO BINACIONAL




Entre os dias 24 e 27 de outubro tive o prazer de participar da IV Feira do Livro Binacional que aconteceu no Parque Internacional, na divisa entre as cidades de Santana do Livramento, no Brasil e Rivera no Uruguai. Foram mais de 3 mil crianças brasileiras e uruguaias ouvindo histórias e interagindo com a literatura. Amei conhecer a fronteira da paz. Realmente me emocionei ao ouvir o exército brasileiro e o exército uruguaio juntos, tocando os hinos nacionais. Um verdadeiro exemplo de como devemos viver... em PAZ! Volto pra casa feliz, renovado e super beijado. Pra quem não sabe, aqui todos se cumprimentam com dois a três beijos. Lindo né?! Bem, posto aqui alguns momentos especiais... abraços a todos da fronteira!!
Ah, e obrigado Sandra Remedy (SESC Santana do Livramento) por oportunizar minha ida a Livramento. Deixo aqui também, meu obrigado a todas as monitoras que não me deixaram faltar nada. E beijos a Simone Cuello, Jacqueline Vieira, Luana Silva, Taynara Machado, Carol de Castro e Jéssica Motta. Beijos e abraços também a Carol Ayres e Denise Severo (SESC),  Maria Luiza Machado Pereira e a Lu Cancela Nunes. Até a próxima...












terça-feira, 15 de outubro de 2013

¿Já, Jé, Ji, jó, Jonas!?

No dia 12 de outubro me apresentei (mais uma vez) em dos espaços mais tradicionais da avenida paulista, a Casa Das Rosas. Estreei "Já, Jé, Ji, Jó, Jonas!?", contação de histórias inspiradas nas obras do meu grande amigo escritor, Jonas Ribeiro. No final, Jonas presenteou o público com seu livros e com seu carisma incomparável. Saiba mais sobre este escritor que é considerado o amigo das palavras, clicando: http://www.jonasescritor.com.br/












Feira do Livro de Criciúma

Participei de 1 a 11 de outubro da Feira do Livro de Criciúma. Estive todos os dias contando histórias e assistindo diversas apresentações culturais. Uma delas me chamou muito atenção. Chama-se "Cirandela"!! Eu fiquei encantado com a delicadeza da voz da Priscila Schaucoski, impressionado com a sensibilidade musical de Bruno Andrade e embasbacado com a presença cênica da contadora de histórias Géssica Bortolotto. Vale a pena conferir essa galera de Criciúma que faz muito adulto voltar a ser criança. Pra saber mais sobre Cirandela, acesse: https://www.facebook.com/cirandela.canta



Bate-Papo com Heloísa Prieto e homenagem a Tatiana Belinky - CASA DAS ROSAS (SP)

 Em véspera da semana das crianças tive um encontro com a grande escritora Heloísa Prieto na Casa das Rosas em São Paulo. Batemos um papo sobre diversos assuntos, mas focamos na amizade que Heloísa tinha com Tatiana Belinky. A proposta seria bate-papo e depois contação de histórias, mas nada melhor que improvisar e contar as histórias de Tatiana Belinky, em meio a conversa, risadas e poesia. Essa foi nossa reverência a uma das maiores escritoras infanto-juvenis contemporânea que o Brasil teve.




Contando e conscientizando para o trânsito!!

Foi com grande prazer que aceitei o convite da escritora, Irene Rios para contar histórias de seu livro. Confesso que no começo fiquei um pouco preocupado. A proposta seria conscientizar crianças sobre a educação no trânsito contando histórias. Meu desafio seria tornar a apresentação lúdica, agradável e com gostinho de quero mais. Baseado na obra "Transitando com Segurança" de Irene Rios, escolhi três histórias e as adaptei para narrativa. A primeira histórias fala sobre o um garoto chamado Diego, que não respeita filas, lugares preferenciais, etc... quer sempre ser o primeiro em tudo!! Já a segunda história, conta sobre uma garotinha que quer sentar a todo custo no banco da frente do carro de seu pai. E a outra, fala sobre uma moça que vive sempre ocupada, correndo de um lado para o outro e não se preocupa com sua segurança no trânsito.

Irene Rios e eu nos dividimos. Eu contava histórias em uma instituição e ela palestrava em outra. Ao final, foram centenas de crianças, jovens e adultos beneficiados com tal iniciativa. Iniciativa esta que deve ser copiada em todas as cidades do Brasil. Agradeço em especial a Secretaria de Trânsito de Novo Horizonte (SP), a Secretaria de Trânsito de Caçapava e também a Secretaria de Trânsito de Suzano.

Agradecimentos também ao grande ilustrador e cartunista uruguaio, Samuel Araújo.

Irene Rios: Mestranda em Educação; Especialista em Ambiente, Gestão e Segurança de Trânsito e em Metodologia de Ensino; Presidente da Câmara Catarinense do Livro; Professora universitária das disciplinas de Projetos em Educação para o Trânsito; Consultora e co-autora do projeto "Gincana Cultural de Trânsito", vencedor do XII Prêmio Denatran de Educação no Trânsito - 2012.



















quarta-feira, 24 de julho de 2013

Entrelinhas com o escritor Ilan Brenman.

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A Árvore dos Desejos - Conto Indiano

Conta uma velha lenda que, certa vez um homem estava viajando e acidentalmente, sentou-se embaixo de uma dessas Árvores dos Desejos. Sem nada saber sobre isso e dominado pelo cansaço, o homem pegou no sono, à sombra de sua frondosa copa. Quando despertou estava com muita fome, e então disse: - Estou com tanta fome! Ah, como eu desejaria conseguir alguma comida agora! E imediatamente apareceu um prato de comida à sua frente, vinda do nada, simplesmente uma deliciosa comida, flutuando no ar.
Ele estava tão faminto que não prestou atenção de onde viera a comida. Começou a comê-la assim que a viu. Somente depois que sua fome foi saciada é que voltou a olhar ao redor. Outro pensamento surgiu em sua mente: - Se ao menos eu conseguisse algo para beber... Imediatamente apareceram excelentes sucos e vinhos. Bebendo e relaxando na brisa fresca, sob a sombra da árvore, o homem começou a pensar: - O que está acontecendo? O que está havendo? Estou sonhando ou existem espíritos ao meu redor que estão fazendo truques comigo?
E diversos espíritos apareceram. O homem começou a tremer e novamente um pensamento surgiu em sua mente: - Serão esses espíritos perigosos?... Logo os espíritos se tornaram nauseantes, ferozes e começaram a fazer gestos ameaçadores para ele. Ai, meu Deus! Agora certamente eles vão me matar! E assim aconteceu...


terça-feira, 16 de julho de 2013

"Histórias de Nasrudin"

Saiba sobre mulá clicando aqui.

A dois dedos do afogamento:

Alguns amigos convidaram Nasrudin para um piquenique. O bom humor imperava, e o almoço sobre a relva foi dos mais perfeitos. Mas a animação do grupo foi interrompida por um incidente que fez todo mundo correr em direção a um rio próximo.

Um desconhecido tinha escorregado e estava dentro da água, profunda e lodosa naquele ponto. De todos os lados correram em seu socorro.

– Dê sua mão! Dê sua mão! – gritavam-lhe.

Nenhuma reação da parte do infeliz, que não sabia nadar e tudo que fazia era engolir água.

Estava a dois dedos de afogar-se quando Mulla apareceu. Reconheceu o sujeito assim que o viu.

– Afastem-se todos e deixem comigo! – gritou, dirigindo-se à multidão.

Estendeu a mão direita para o homem que se debatia e lhe disse:

– Pegue minha mão!

Num rápido impulso, o desconhecido agarrou-se à mão estendida de Mulla, que o tirou do rio.
Nesse meio tempo, os curiosos tinham-se aglomerado e perguntavam em voz alta:

– Explique-nos, Mulla! Por que ele não nos-deu a mão, mas agarrou a sua imediatamente?

– É muito simples – respondeu Nasrudin. – Eu o conheço há muito tempo: é um sujeito de uma avareza sórdida. Então vocês não sabem que os avarentos costumam tomar, e não dar? Foi por isso que não lhe pedi que me desse a mão, mas que pegasse a minha.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Noticias:



Com Daniel Munduruku na 7ª Feira do Livro de Jaraguá do Sul.

Escritor indígena com 43 livros publicados, graduado em Filosofia, tem licenciatura em História e Psicologia.Doutor em Educação pela USP. Atualmente faz pós-doutorado em Literatura na Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - sob a orientação da Profa. Dra. Maria Silva Cintra. Pesquisador da CAPES. Diretor presidente do Instituto UKA - Casa dos Saberes Ancestrais.


Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República desde 2008.

Membro Fundador da Academia de Letras de Lorena. 



Recebeu diversos prêmios no Brasil e Exterior entre eles o Prêmio Jabuti, Prêmio da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Érico Vanucci Mendes (outorgado pelo CNPq); Prêmio Tolerância (outorgado pela UNESCO). 


Muitos de seus livros receberam o selo Altamente Recomendável outorgado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). fonte:
www.danielmunduruku.blogspot.com.br

domingo, 2 de junho de 2013

HORA DA HISTÓRIA (CONTO JAPONÊS)

O SENHOR PALHA

Era uma vez, há muitos e muitos anos, é claro, porque as melhores histórias passam-se sempre há muitos e muitos anos, um homem chamado Senhor Palha. Ele não tinha casa, nem mulher, nem filhos. Para dizer a verdade, só tinha a roupa do corpo. Ora o Senhor Palha não tinha sorte. Era tão pobre que mal tinha para comer e era magrinho como um fiapo de palha. Era por esse motivo que as pessoas lhe chamavam Senhor Palha.
Todos os dias o Senhor Palha ia ao templo pedir à Deusa da Fortuna que melhorasse a sua sorte, mas nada acontecia. Até que um dia, ele ouviu uma voz sussurrar:
— A primeira coisa em que tocares quando saíres do templo há de trazer-te uma grande fortuna.
O Senhor Palha apanhou um susto. Esfregou os olhos, olhou em volta, mas viu que estava bem acordado e que o templo estava vazio. Mesmo assim, saiu a pensar: “Terei sonhado ou foi a Deusa da Fortuna que falou comigo?” Na dúvida, correu para fora do templo, ao encontro da sorte. Mas, na pressa, o pobre Senhor Palha tropeçou nos degraus e foi rolando aos trambolhões até o final da escada, onde caiu por terra. Ao levantar-se, ajeitou as roupas e percebeu que tinha alguma coisa na mão. Era um fio de palha.
“Bom”, pensou  ele, “uma palha não vale nada, mas, se a Deusa da Fortuna quis que eu a apanhasse, é melhor guardá-la.”
E lá foi ele, com a palha na mão.
Pouco depois, apareceu uma libélula zumbindo em volta da cabeça dele. Tentou afastá-la, mas não adiantou. A libélula zumbia loucamente ao redor da cabeça dele. “Muito bem”, pensou ele. “Se não queres ir embora, fica comigo.” Apanhou a libélula e amarrou-lhe o fio de palha à cauda. Ficou a parecer um pequeno papagaio (de papel), e ele continuou a descer a rua com a libélula presa à palha. Encontrou a seguir uma florista, que ia a caminho do mercado com o filho pequenino, para vender as suas flores. Vinham de muito longe. O menino estava cansado, coberto de suor, e a poeira fazia-o chorar. Mas quando viu a libélula a zumbir amarrada ao fio de palha, o seu pequeno rosto animou-se.
— Mãe, dás-me uma libélula? — pediu. — Por favor!
“Bem”, pensou o Senhor Palha, “a Deusa da Fortuna disse-me que a palha traria sorte. Mas este garotinho está tão cansado, tão suado, que pode ficar mais feliz com um pequeno presente.” E deu ao menino a libélula presa à palha.
— É muita bondade sua — disse a florista. — Não tenho nada para lhe dar em troca além de uma rosa. Aceita?
O Senhor Palha agradeceu e continuou o seu caminho, levando a rosa. Andou mais um pouco e viu um jovem sentado num tronco de árvore, segurando a cabeça entre as mãos. Parecia tão infeliz que o Senhor Palha lhe perguntou o que havia acontecido.
— Hoje à noite, vou pedir a minha namorada em casamento — queixou-se o rapaz. — Mas sou tão pobre que não tenho nada para lhe oferecer.
— Bem, eu também sou pobre — disse o Senhor Palha. — Não tenho nada de valor, mas se quiser dar-lhe esta rosa, é sua.
O rosto do rapaz abriu-se num sorriso ao ver a esplêndida rosa.
— Fique com estas três laranjas, por favor — disse o jovem. — É só o que posso dar-lhe em troca.
O Senhor Palha continuou a andar, levando três suculentas laranjas. Em seguida, encontrou um vendedor ambulante puxando uma pequena carroça.
— Pode ajudar-me? — disse o vendedor ambulante, exausto. — Tenho puxado esta carroça durante todo o dia e estou com tanta sede que acho que vou desmaiar. Preciso de um gole de água.
— Acho que não há nenhum poço por aqui — disse o Senhor Palha. — Mas, se quiser, pode chupar estas três laranjas.
O vendedor ambulante ficou tão grato que pegou num rolo da mais fina seda que havia na carroça e deu-o ao Senhor Palha, dizendo:
— O senhor é muito bondoso. Por favor, aceite esta seda em troca.
E, uma vez mais, o Senhor Palha continuou o seu caminho, com o rolo de seda debaixo do braço.
Não tinha dado dez passos quando viu passar uma princesa numa carruagem. Tinha um olhar preocupado, mas a sua expressão alegrou-se ao ver o Senhor Palha.
— Onde arranjou  essa  seda? — gritou ela. — É  justamente aquilo de que estou à procura. Hoje é o aniversário de meu pai e quero dar-lhe um quimono real.
— Bem, já que é aniversário dele, tenho prazer em oferecer-lhe a seda — disse o Senhor Palha.
A princesa mal podia acreditar em tamanha sorte.
— O senhor é muito generoso — disse sorrindo. — Por favor, aceite esta jóia em troca.
A carruagem afastou-se, deixando o Senhor Palha com uma jóia de inestimável valor refulgindo à luz do sol.
“Muito bem”, pensou ele, “comecei com um fio de palha que não valia nada e agora tenho uma jóia. Sinto-me contente.”
Levou a jóia ao mercado, vendeu-a e, com o dinheiro, comprou uma plantação de arroz. Trabalhou muito, arou, semeou, colheu, e a cada ano a plantação produzia mais arroz. Em pouco tempo, o Senhor Palha ficou rico.
Mas a riqueza não o modificou. Oferecia sempre arroz aos que tinham fome e ajudava todos os que o procuravam. Diziam que sua sorte tinha começado com um fio de palha, mas quem sabe se não terá sido com a sua generosidade?

William J. Bennett
O Livro das Virtudes II – O Compasso Moral
Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1996

segunda-feira, 13 de maio de 2013

"Os Fantásticos Livros Voadores do Sr. Morris Lessmore"



Inspirado pelo furacão Katrina, Buster Keaton, O Mágico de Oz, e um amor pelos livros, "Morris Lessmore" é uma pungente e humorística alegoria sobre os poderes curativos das histórias.Usando uma variedade de técnicas (miniaturas, animação por computador, animação 2D) o premiado autor / ilustrador William Joyce e o co-diretor Brandon Oldenburg apresentam uma nova experiência narrativa que remonta a filmes mudos e musicais da MGM Technicolor. "Morris Lessmore" é antiquado e inovador ao mesmo tempo.

Jonas Ribeiro

Começo a partir de agora a postar entrevistas dos escritores que mais gosto. E claro, começarei com Jonas Ribeiro que é o meu preferido. Tenho certeza que vão ama-lo. Abraços suaves a todos!!

Hora da História: João Sem Sorte


Vivia perto de uma aldeia um homem, um homem que era completamente sem sorte. Nada do que ele fazia dava certo. Muitas vezes ele plantava sementes e o vento vinha e as levava, outras vezes, era a chuva, que vinha tão violenta e carregava as sementes. Outras vezes ainda, as sementes permaneciam sob a terra, mas o sol, era tão quente, que as cozinhava.

6ª Feira Literária de Florianópolis

Terminou a 6ª Feira Literária de Florianópolis e já estou com saudades. Foi uma experiência maravilhosa. Muitas histórias, novas oportunidades e novos amigos. Obrigado a Câmara Catarinense do Livro por acreditar no meu trabalho. Agradecimentos especias a Rosângela Cassia Leszkiewicz, Irene Rios(presidente da CCL) e José Vilmar. Obrigado também ao Daniel Rossi (sonorização), a todos os expositores e livreiros e claro a todo público presente. Valeu pessoal e até a próxima! Segue fotos do evento.

Contação de histórias com trilha sonora "Mais Alto" da Kronix Trio - https://twitter.com/kronix_oficial/status/333359498846695424/photo/1 


Abrindo a mala dos contos.


Contos, cantos e choros. Parceria com a Banda La Chorona.




Até a próximaaaaaa!!

domingo, 12 de maio de 2013

Próxima Parada...



Contagem regressiva para um dos maiores eventos literários de Santa Catarina. É a 7ª Feira do Livro de Jaraguá do Sul que acontece entre os dias 6 e 16 de junho.  Veja mais

E claro, já estou me preparando. Colocando histórias no "forno", pois serão 10 dias de muita contação de histórias. Estarei  todos os dias no palco em frente aos estandes dos livreiros. Teremos a participação de:


Daniel Munduruku
Fábio Yabu/Abu Fobiya

Adriana Calcanhotto/Adriana Partimpim



Zeca Baleiro



César Obeid

Rubens Figueiredo